Gazeta Buenos Aires - Suíços rejeitam referendo para reforçar neutralidade do país

Suíços rejeitam referendo para reforçar neutralidade do país
Suíços rejeitam referendo para reforçar neutralidade do país / foto: Fabrice COFFRINI - AFP/Arquivos

Suíços rejeitam referendo para reforçar neutralidade do país

Os suíços rejeitaram de forma categórica, neste domingo (27), uma iniciativa popular para reforçar a neutralidade do país, um texto promovido pela direita nacionalista e classificado como pró-Rússia por seus críticos, segundo as primeiras projeções de boca de urna.

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Esta iniciativa pretendia inscrever na Constituição uma neutralidade reforçada, que excluísse qualquer aliança com uma organização militar ou adoção de sanções econômicas contra um terceiro país, salvo aquelas decididas pela ONU.

O texto foi amplamente rejeitado, com 71% dos votos, segundo uma primeira projeção do instituto de pesquisas gsf.bern, publicada 30 minutos depois do fechamento das últimas urnas.

"Seguimos apegados a essa política de neutralidade que permite à Suíça adotar sanções e se posicionar no mundo", reagiu Laurence Fehlmann Rielle, deputada socialista, na televisão pública suíça RTS.

A neutralidade, enraizada na história do país há vários séculos, está inscrita na Constituição federal desde 1848 e implica que o Estado se abstenha de tomar partido nas guerras entre terceiras nações.

Mas a adoção das sanções da União Europeia contra Moscou após a invasão russa da Ucrânia, bem como seu primeiro mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, em 2023 e 2024, colocaram a questão da neutralidade no centro dos debates políticos e midiáticos.

A organização pró-soberania Pro Suisse, impulsionadora da iniciativa, defendia, com o apoio da União Democrática de Centro (UDC), partido de direita nacionalista e principal política do país, uma concepção mais rigorosa.

"A Suíça tem um papel fundamental a desempenhar neste planeta. Queremos trazer paz, diplomacia e diálogo. E, para conseguir isso, precisamos ser credíveis com uma neutralidade perpétua e armada", sustentou Céline Amaudruz, vice-presidente da UDC e deputada, na televisão pública suíça.

J.Romero--GBA