EUA concede vistos para delegação do Irã participar da Assembleia Geral da ONU
Os Estados Unidos permitirão que uma delegação iraniana participe, na próxima semana, da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, disse, nesta quinta-feira (17), um porta-voz do Departamento de Estado, apesar da guerra entre os dois países, que entrou no sétimo mês.
"Em conformidade com nossas obrigações como país anfitrião, a delegação central do regime iraniano poderá assistir à Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU", disse o porta-voz.
Uma fonte familiarizada com o assunto confirmou que a decisão incluiria o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
A fonte advertiu que a delegação será menor que a do ano passado e enfrentará restrições de viagem e proibições para a compra de bens de luxo e outros produtos.
No fim de fevereiro, ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã deram início a uma guerra que se espalhou por todo o Oriente Médio e entrou no sétimo mês.
Teerã respondeu anunciando um bloqueio do Estreito de Ormuz, via marítima crucial para o trânsito de hidrocarbonetos, o que fez os preços mundiais do petróleo dispararem.
Nas últimas semanas, houve nova retomada dos combates entre Estados Unidos e Irã, enquanto o tráfego marítimo segue restrito em Ormuz e no Estreito de Bab el Mandeb, em frente ao Iêmen, que os combatentes houthis pró-iranianos, confrontados com o governo, garantem ter tomado.
Por outro lado, os Estados Unidos negaram pelo segundo ano consecutivo o visto de entrada para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, participar da Assembleia Geral da ONU, confirmou uma fonte a par da decisão na quarta-feira.
No ano passado, a medida adotada pelo governo do presidente americano, Donald Trump, obrigou o líder palestino, cuja presença era habitual na Assembleia Geral da ONU, a se dirigir ao conjunto dos líderes mundiais por videoconferência.
Em uma nota que não mencionou Abbas pelo nome, o Departamento de Estado disse que negaria vistos para membros da Organização para a Libertação da Palestina e funcionários da Autoridade Palestina.
Segundo o comunicado, isto se devia à "sua falta de reformas, contra seus compromissos com os Estados Unidos, e suas atividades contínuas que minam as perspectivas de paz".
D.Flores--GBA