Gazeta Buenos Aires - Enviado de Trump se reunirá com Netanyahu após encontro com Hamas sobre plano de paz para Gaza

Enviado de Trump se reunirá com Netanyahu após encontro com Hamas sobre plano de paz para Gaza
Enviado de Trump se reunirá com Netanyahu após encontro com Hamas sobre plano de paz para Gaza / foto: Bashar Taleb - AFP

Enviado de Trump se reunirá com Netanyahu após encontro com Hamas sobre plano de paz para Gaza

O enviado dos Estados Unidos e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, se reunirá nesta segunda-feira (17) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, depois de conversar no Egito com representantes do movimento islamista Hamas para tentar impulsionar um plano de paz para Gaza.

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O encontro ocorreu em um momento em que Washington tenta reduzir as divergências entre Israel e Hamas sobre a implementação do plano de paz promovido por Trump.

O Hamas aprovou no fim de julho um roteiro americano destinado a colocar em prática a segunda fase do plano, que prevê o desarmamento do movimento islamista e a retirada de Israel do território palestino.

Netanyahu, no entanto, rejeitou o texto e exigiu um "verdadeiro" desarmamento do Hamas.

Kushner e integrantes da delegação do Hamas se reuniram no domingo no Egito, um encontro confirmado por fontes do movimento islamista.

Durante a reunião, o Hamas reafirmou seu compromisso com o plano de paz apoiado pelos EUA, segundo as fontes.

Kushner, por sua vez, insistiu no desarmamento total do movimento palestino e em sua exclusão de qualquer papel no futuro governo de Gaza, acrescentaram.

Também pediu provas “verificáveis” do desarmamento e que o território “não volte a ser uma fonte de terror para Israel”.

O movimento islamista palestino, que governa Gaza desde 2007, anunciou em julho a dissolução de sua administração civil e a intenção de transferir suas responsabilidades ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza, órgão criado pelo Conselho da Paz e composto por tecnocratas palestinos que deverão conduzir a transição no território.

Em um comunicado, o Hamas pediu ao Conselho da Paz que "obrigue" Israel a aceitar o plano para um cessar-fogo em Gaza.

Antes do encontro com o Hamas, Kushner havia se reunido com mediadores do Egito, Catar e Turquia e com Nickolay Mladenov, alto representante para Gaza do Conselho da Paz, criado por Trump para implementar o acordo, informou o governo egípcio.

- Israel mantém bombardeios -

Kushner também se reuniu com o presidente egípcio, Abdel Fattah al Sisi, enquanto o líder do Hamas, Jalil al Haya, se encontrou separadamente com o chefe dos serviços de inteligência egípcios, Hasan Rashad.

Durante anos, os Estados Unidos se recusaram a manter contatos com o Hamas, que classificam como organização terrorista e que liderou o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.

No entanto, o governo Trump tem demonstrado disposição cada vez maior para manter contatos diretos na tentativa de encerrar a guerra, após negociar o acordo de cessar-fogo de outubro que permitiu a libertação dos reféns israelenses que ainda estavam em Gaza.

Em um comunicado conjunto, oito países muçulmanos, entre eles Egito, Catar e Turquia, condenaram a rejeição israelense ao roteiro e afirmaram que a decisão colocava em risco "os esforços coletivos destinados a alcançar uma paz justa e duradoura".

Hamas e Israel se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo alcançado em outubro de 2025 no território palestino, devastado por dois anos de guerra.

Israel retomou os ataques aéreos em Gaza, e várias pessoas ficaram feridas neste domingo depois que aviões israelenses atacaram uma casa a oeste de Nuseirat, informou Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza.

O Exército israelense afirmou que respondia a uma ameaça de militantes da Jihad Islâmica.

As forças israelenses também abriram fogo contra várias tendas de deslocados a oeste de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, deixando vários feridos.

Ao menos 1.262 palestinos morreram em operações israelenses desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 10 de outubro, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas. A ONU considera esses dados confiáveis.

O Exército israelense registrou cinco mortes entre seus integrantes no mesmo período.

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Y.Arias--GBA