Uefa poderá retirar sua ameaça de boicote aos torneios da Fifa
A Uefa poderá retirar, nesta quinta-feira, a ameaça de boicote às competições da Fifa, mas sem aliviar a pressão sobre Gianni Infantino, o atual chefe do futebol mundial, confirmaram fontes coincidentes nesta quarta-feira (26).
A entidade europeia se reuniu em Mônaco para o sorteio da Liga dos Campeões, que será realizado nesta quinta, e aproveitará esse encontro no Principado para que seus dirigentes e os de suas 55 federações discutam a questão do conflito com a Fifa, indicou à AFP uma fonte próxima ao assunto.
Em uma medida de impacto incomum, a Uefa e suas federações haviam ameaçado "por unanimidade", em 30 de julho, boicotar todas as competições da Fifa, após a divulgação do projeto de Infantino de criar uma sociedade comercial aberta a investidores privados para seus torneios.
Mesmo depois de Infantino ter desistido da ideia diante da enorme oposição encontrada, os europeus mantiveram a ameaça, exigindo que "tentativas de desfigurar o futebol dessa maneira não voltem a ocorrer".
Segundo outra figura próxima aos bastidores do futebol, a iminente suavização da postura europeia está sobretudo "ligada à proximidade da Copa do Mundo Feminina Sub-20", que será realizada na Polônia, de 5 a 27 de setembro.
Não é apenas a Polônia, que não desistiu de sediar o torneio nem mesmo no momento mais crítico da crise, que se encontra em uma situação delicada diante de um possível boicote, visto que vários dos principais países europeus estão classificados para o Mundial.
A Uefa, em aliança com a Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e a AFC (Ásia), parece decidida a forçar a saída de Infantino, que, por enquanto, é o único candidato na disputa pelas eleições presidenciais de 18 de março de 2027.
As confederações não têm influência direta nessa votação, uma vez que são as 211 federações que decidem, seguindo o princípio de "um país, um voto".
Na segunda-feira, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, confirmou que não será candidato nas eleições da Fifa, mas manifestou disposição para encontrar um nome capaz de enfrentar Infantino nas urnas.
D.Medina--GBA