Gazeta Buenos Aires - Líder de Hong Kong pede desculpas por incêndio mortal quase um ano depois

Líder de Hong Kong pede desculpas por incêndio mortal quase um ano depois
Líder de Hong Kong pede desculpas por incêndio mortal quase um ano depois / foto: Dale DE LA REY - AFP/Arquivos

Líder de Hong Kong pede desculpas por incêndio mortal quase um ano depois

O chefe do Executivo de Hong Kong pediu desculpas, e sua secretária de Habitação renunciou nesta quinta-feira (29) devido ao incêndio que, há quase um ano, matou 168 pessoas. Um relatório divulgado nesta quinta atribuiu parte da responsabilidade pelo desastre ao governo do território semiautônomo chinês.

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Em 26 de novembro de 2025, sete das oito torres de um complexo residencial no norte de Hong Kong pegaram fogo, naquele que foi o incêndio mais mortal em um conjunto habitacional no mundo desde 1980.

Desde então, inúmeras vozes exigiram que o governo do território chinês prestasse contas, e algumas chegaram a pedir a renúncia do chefe do Executivo, John Lee.

Em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29), após a divulgação de um relatório de investigação, Lee se curvou e declarou estar "profundamente entristecido". "Gostaria de apresentar minhas desculpas aos moradores afetados e à população”, afirmou.

O relatório concluiu que quatro órgãos governamentais “devem assumir parte da responsabilidade pelo elevado número de mortos neste trágico incêndio”, especialmente o Departamento de Habitação de Hong Kong.

Além de pedir desculpas, Lee anunciou a renúncia da secretária de Habitação de seu governo, Winnie Ho.

Desde março, um comitê de juízes organizou mais de 30 audiências para determinar as causas do incêndio.

Quase todas as medidas de segurança destinadas a salvar vidas em caso de incêndio falharam naquele dia “devido a erros humanos”, declarou à comissão o procurador-geral Victor Dawes, que classificou a catástrofe como “evitável”.

O reelatório afirma que "o mais provável é que o incêndio tenha sido provocado por uma fonte incandescente, provavelmente um cigarro, que incendiou alguns elementos de papel" antes de as chamas se espalharem.

Mais de 4.600 pessoas viviam no complexo residencial Wang Fuk Court, entre elas mais de 1.700 com 65 anos ou mais.

Das 168 pessoas que morreram no incêndio, 114 pertenciam a essa faixa etária.

Em junho, as autoridades iniciaram ações judiciais contra sete pessoas e duas empresas relacionadas com o incêndio. Pelo menos 35 pessoas foram detidas.

X.Sosa--GBA